
Na medida em que as eleições se aproximam, crescem as chances de haver polarização entre Dilma Roussef e José Serra na disputa presidencial. Ciro Gomes ainda aguarda algumas definições até março para se posicionar. Contudo, além dos nomes, é necessário que os partidos apresentem seus projetos e intenções para o futuro.
Infelizmente, o que se está vendo nos noticiários até agora é uma disputa que se trava apenas entre nomes e basicamente dois partidos, PT e PSDB. Não se vê, porém, as lideranças partidárias se esforçarem para definir e expor para a população quais as reais diferenças entre esses agrupamentos políticos e por que estão sempre em campos opostos.
É importante que o PT, de tradição popular e de massa, exponha qual o projeto de país a ser implantado após a importante passagem do Presidente Lula pelo Planalto. De fato, o país teve muitos avanços, mas muita coisa ainda deve ser aperfeiçoada, tal como a legislação eleitoral, trabalhista e tributária.
Por outro lado, a oposição, através de Serra, deve dizer qual será o seu diferencial. Deve-se esclarecer o que o candidato tucano tem a apresentar de diferente para a população. A sociedade tem que saber do candidato da oposição se haverá, e qual será, o avanço que ele pretende instalar ou se será como na chamada Era FHC.
O PSDB tem que mostrar o que tem de novo para o Brasil, para que não seja perdido todo o avanço que o país conquistou nos últimos anos, incontestavelmente. As intenções da oposição de voltar ao poder não deve ter como base apenas o desejo daquela elite dirigente no período FHC de voltar ao comando da nação.
É fundamental que a sociedade seja esclarecida dos pontos de divergências dos candidatos, pois por enquanto o discurso está muito vazio. Discute-se muito sobre a aparência dos candidatos e até mesmo sobre suas características físicas e comportamentais, mas não se discute sobre o conteúdo dos mesmos e de seus grupos.
Após o aprofundamento do debate, é fundamental que se observe se o Governo Lula deve continuar, através de Dilma, ou se deve mudar. Se a opção for de mudança, que não seja pela volta ao passado, mas por propostas e idéias melhores, com pessoas que tenham compromisso com a causa pública.
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