segunda-feira, 8 de novembro de 2010

“É preferível reduzir o PSDB, mas termos militantes conscientes”, afirma Cals


O deputado tucano afirmou que o partido deve diminuir de tamanho com a punição aos infiéis.

O deputado estadual Marcos Cals (PSDB), durante o primeiro turno das eleições, enfrentou dificuldades quando disputou o governo do Estado com Cid Gomes (PSB) e Lúcio Alcântara (PR). Prefeitos, deputados e lideranças políticas ligadas ao partido preferiram continuar ao lado do então chefe do executivo a se engajaram na campanha do tucano.

Com o fim do pleito no Ceará, Cid alcançou a reeleição e o PSDB, derrotado, alinhou um discurso de “perdão” aos que apoiaram o socialista. A mesma anistia não foi prometida no segundo turno, quando a petista Dilma Rousseff e José Serra se enfrentaram nas eleições presidenciais. Quem não apoiasse a proposta tucana seria convidado a se retirar. Mesmo com o aviso, a infidelidade partidária continuou.

Em entrevista ao Jornal Alerta Geral desta segunda-feira (1), Marcos Cals reafirmou que peessedebistas serão expulsos em prol de um “partido com pessoas mais dedicas, alinhadas ao estatuto”. “No primeiro turno, todos aqueles membros do PSDB que não votaram na candidatura para governador, estariam perdoados, sem nenhuma possibilidade de sofrer qualquer retaliação, mas aqueles que não estivessem integrados na eleição do segundo turno na candidatura do nosso candidato à presidente José Serra, esses sim”, avisou.

O deputado, que surpreendeu as pesquisas de intenção de voto e ficou em segundo lugar na disputa estadual, disse que é melhor reduzir a legenda no Estado diante de membros que possam voltar a apoiar outras candidaturas. “Nós vamos diminuir o PSDB. É preferível reduzir o PSDB, mas termos pessoas, militantes conscientes, que num momento que o PSDB estiver candidatura, essas pessoas possam estar empenhadas pra valer. É muito ruim você ter um partido supostamente grande e na hora que você necessitar do partido, metade se integrar em outras candidaturas."

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