
Fechadas as urnas do segundo turno já se tem finalmente uma idéia de como serão as novas Administrações Federal e Estadual. Apesar da continuidade escolhida pelo eleitor, pode-se chamar de nova Administração devido às mudanças que inflexivelmente deverão acontecer.
No campo Estadual, confirmou-se a derrota e o afastamento de cargos públicos do Senador Tasso Jereissati. Isso gera conseqüências na formação do segundo mandato de Cid, com a repercussão na nomeação de seu secretariado e na sua base no Parlamento.
Pela vontade das urnas, os tucanos deverão fazer oposição ao governador reeleito.
Não se sabe ainda que características terá essa oposição, uma vez que os tucanos cearenses, salvo exceções, dificilmente conseguem sobreviver politicamente sem apoio governamental.
Mesmo sem os parlamentares do PSDB, a atual base governista na Assembléia terá ampla maioria e não oferecerá problemas ao Governo.
Merece comentário a postura do ex-governador Lúcio Alcântara, que passou três meses pedindo apoio para a candidata Dilma e no segundo turno, quando imaginou que Serra poderia vencer, mudou de lado. Os críticos afirmam que a mudança de posicionamento às vésperas da eleição foi um final melancólico para um político que já passou por todos os cargos públicos dentro do Estado.
No plano Federal, fortaleceu-se a atual base governista e a Presidente Dilma poderá governar também com ampla base de apoio. Os partidos da aliança aumentaram suas bancadas na Câmara e no Senado. A chapa eleita pelos cearenses será toda ligada ao projeto da futura presidente. Por outro lado, PSDB e DEM foram reduzidos.
A oposição é de extrema importância para qualquer democracia. Espera-se que os próximos opositores façam seu papel com qualidade e com respeito, em vez de serem desrespeitosos e raivosos como chegaram a ser durante todo o atual mandato de Lula.
Deodato Neto
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